Como se deu o chamado de Deus para o altar?
Após meu encontro com Deus, minha esposa também passou a frequentar a Igreja e se converteu, foi quando comecei a recuperar minha auto-estima, a minha vontade de jogar futebol. Reconquistei minha forma, fiz um excelente campeonato, mas já começava a me sentir um peixe fora d'água dentro do campo de futebol. Nesse tempo, eu já era obreiro. Eu era ovacionado, muito assediado pela imprensa e torcedores, estava começando a concretizar aquele que, até então, era meu grande sonho. Por outro lado, eu já fazia reuniões, ajudava os pastores, e, fazendo uma oração pelo povo, sentia aquela realização que eu imaginava sentir no estádio de futebol. A confusão tomava conta da minha cabeça. Comecei a orar pedindo uma resposta a Deus.
No final desse ano, em que disputei o campeonato sul-mato-grossense, eu recebi a proposta dos sonhos: o São Paulo se interessou pelo meu futebol. Houve, então, um contato entre os clubes e foi divulgado que eu estava sendo transferido para o São Paulo Futebol Clube a fim de assumir o lugar do meia-esquerda Pita, que estava sendo vendido para um clube fora do País. Acabando as férias, eu iniciaria os trabalhos no São Paulo.
Nesse meio tempo, eu participei de uma reunião no Maracanã, com o Bispo Edir Macedo, num domingo. Foi uma reunião muito forte, onde tudo se definiu. Na segunda-feira, o Pastor da IURD de Padre Miguel (RJ) perguntou se eu tinha coragem de largar o futebol e ingressar na obra de Deus. E eu respondi: sim!
Como é conciliar a responsabilidade de ser bispo, marido e pai ao mesmo tempo?
Ser Bispo, marido e pai, ao mesmo tempo, torna-se fácil porque, além de ter uma esposa convertida, nascida de Deus, e focada no mesmo propósito, eu tenho um filho também no mesmo objetivo.
Eu me lembro de um momento em que eu fui transferido para outro estado e meu filho me abraçou e abraçou a minha esposa, os três juntos – cabeça com cabeça – e disse: “Pai, nós estamos juntos. Para onde nós formos, Deus é com a gente. A gente está unido”. Então, assim fica fácil. Quando você tem um casamento sólido e a sua esposa e filhos estão no mesmo espírito, focados no mesmo propósito de ganhar almas e transformar a vida das pessoas, a renúncia, nesse sentido, passar a ser imperceptível.
Diante de tantas responsabilidades, quando há algum tempo livre, o que o senhor costuma fazer?
Eu gosto de jogar futebol. Sempre que dá, me reúno com os pastores e jogamos um pouco. Alguns até pedem umas aulinhas.
Este ano a IURD completou 33 anos de existência. O que o senhor tem a dizer?
Desde o dia em que comecei a frequentar até hoje, são 31 anos de Igreja Universal do Reino de Deus, a qual, como membro, considero a minha casa, o meu quarto, o lugar mais confortável. Como missão, ela é a última. Eu não vejo outra igreja que tenha a intenção que existe no interior da liderança da Igreja Universal. Eu amo a Igreja Universal do Reino de Deus.
O que o bispo Macedo representa para o senhor?
No mundo atual, ele é a expressão dos heróis do passado que fizeram história com Deus. Na atualidade, um Abraão que se destaca pela fé e sacrifício; um Moisés que se revelou como libertador de Israel; um Josué que tinha a marca da perseverança; um Davi que era homem de guerra; um Elias que era considerado pelos inimigos da época o perturbador de Israel e, sobretudo, o servo do Senhor Jesus que estabeleceu seu ministério na justiça, misericórdia e fé, curando, libertando, ensinando e salvando todos quantos desejavam.
Qual o conselho o senhor dá aos jovens que desejam fazer a obra de Deus?
A obra de Deus é como uma rosa: muito bonita, mas tem seus espinhos. Muitas vezes, encantados pela beleza, você pega a rosa de qualquer jeito e esquece os espinhos. Isso porque nós somos considerados o lixo desse mundo. Quem faz a obra de Deus, no Brasil, especialmente, é taxado como qualquer coisa, menos como sério, seja pela imprensa, pela mídia ou pela sociedade, esta que torce o nariz quando ouve a palavra “bispo”. Pastor tornou-se sinônimo de ladrão, enganador, bandido. Nós não temos o apoio do mundo. Esse é o lado espinhoso da obra de Deus. Mas quando você consegue vencer esse lado, logo percebe a beleza da obra. O jovem precisa estar consciente de que vai enfrentar muitas adversidades, e estar focado num único propósito: ganhar almas, seja onde for, esteja onde tiver, na posição que o Espírito Santo quiser que ele fique.
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