terça-feira, 10 de agosto de 2010

No auge da carreira, atleta abandona o futebol para atender ao chamado de Deus.

Entrevista com o bispo Sérgio Correa

No auge da carreira, atleta abandona o futebol para atender ao chamado de Deus. Ele fala sobre a busca pelo sucesso profissional e a realização em fazer parte da família Igreja Universal


O semblante sério logo é substituído pelo olhar atencioso de quem parece estar sempre pronto a servir. Assim é o Bispo Sérgio dos Santos Correa, 46 anos. Nascido na capital do Rio de Janeiro (RJ), ele é, atualmente, o responsável pelo trabalho evangelístico da Igreja Universal do Reino de Deus no estado de Alagoas, atividade que exerce junto com a esposa Daisy Baptista Correa, com quem é casado há 24 anos, e o filho Victor Correa.

O pai era gráfico e a mãe uma dona de casa que engravidou dele quando já estava com 40 anos de idade. Uma família oficialmente católica, durante a semana, e frequentadora das casas de encostos, às sextas-feiras. Em entrevista exclusiva, o Bispo Sérgio Correa fala sobre o passado de sofrimento, o período em que foi jogador de futebol profissional e a realização de servir a Deus.

Como foi a infância do senhor?

Assim que eu nasci, minha mãe descobriu um relacionamento extraconjugal do meu pai e decidiu que, a partir daquele momento, o casal dormiria em quartos separados. Uma decisão que durou por toda a vida.

Meu pai, apesar de ser um bom profissional, mergulhou no vício da bebida, envergonhando a família. Os fins de semana e datas festivas eram sempre um tormento. As brigas entre os familiares ocorriam dentro e fora de casa. Meu pai ainda mexia com as esposas de outros homens, despertando a ira dos vizinhos. Lembro-me que, certa vez, um desses homens foi até a minha casa tentar matá-lo.

Meu pai tinha manifestações com entidades e minha mãe também frequentava as casas de encostos. Éramos oficialmente católicos durante a semana e às sextas-feiras, buscávamos os espíritos. As brigas foram marcas fortes que ficaram na família nessa época. Um período em que minha mãe contraiu uma tuberculose, que consumiu dela um pulmão e meio; meu irmão mais velho se revoltou e saiu de casa, passando anos sem falar com a minha mãe; outro irmão morreu aos 16 anos, vítima de parada cardíaca; uma irmã adquiriu um tumor no seio que progredia para um câncer; e eu também fui acometido por uma doença, sem diagnóstico médico (depois soube que tinha sido um feitiço feito para mim), que me fez perder o movimento das pernas. Na época, eu já era jogador de futebol...

(Continua durante a semana...)

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