quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Entrevista com o bispo Sérgio Correa(parte 2)

Como surgiu o jogador profissional?

Eu sempre fui muito apegada à minha mãe e, por isso, acabava absorvendo todos os problemas de casa, embora fosse ainda muito jovem. Como o que eu mais gostava de fazer era jogar futebol, e tinha como foco chegar a ser um atleta profissional, acabava sendo o campo de futebol um refúgio, um lugar onde eu esquecia os problemas de casa.

No período em que eu adoeci, minha mãe começou a frequentar a Igreja do bairro Padre Miguel, no Rio de Janeiro (RJ), à época com dois anos de existência. Ela, então, me perguntou se eu queria ir até lá. Na época, eu estava há semanas sem me alimentar e quase sem o movimento das pernas. Um tormento para quem tinha como maior desejo ser um jogador de futebol profissional.

Acompanhado pela minha mãe, cheguei à IURD numa quarta-feira. Lembro que, a princípio, achei a reunião muito chata porque eu estava sentindo muitas dores, a ponto de não conseguir ficar em pé. Até o pastor começar a orar. A partir daquele momento, quanto mais ele falava, parece que a voz dele penetrava nos meus ouvidos e fazia uma revolução dentro de mim, o que me provocou ânsia de vômito. Acabei vomitando muito dentro da igreja, na hora da oração. E quanto mais eu tentava evitar, mais eu vomitava.

Então, imediatamente, eu voltei a sentir minhas pernas, senti fome. Nos dias seguintes (quinta e sexta-feira), voltei à igreja e, de novo, vomitei muito. Uma obreira, que nos atendeu, disse à minha mãe que aquilo era resultado de um trabalho de bruxaria feito para mim. Comecei ali um processo de libertação na igreja, retomei as atividades no futebol, mas, a princípio, eu não me converti. Passei a ser um mero frequentador.
..

(Continua amanhã...)

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