O que fez o senhor se converter de verdade? Aos 17 anos, jogando no Campo Grande Atlético Clube, no Rio de Janeiro, fui convocado para a Seleção Brasileira Juvenil de Futebol. Um momento em que passei a pegar firme na Igreja; parecia até um cristão autêntico.
Logo depois, houve uma seleção para disputar um torneio internacional em Cannes, mas fui substituído por outro jogador da mesma idade, que já era profissional a mais tempo do que eu. Aquilo me causou uma frustração muito grande. Psicologicamente abalado, meu rendimento começou a cair e logo saí da Igreja. Pensei até em abandonar o futebol. Como eu ainda não tinha nascido de novo, não tive estrutura para suportar aquele momento difícil, o que levou alguns anos até eu conseguir superar.
Eu recordo-me de uma partida na qual eu joguei muito mal, sendo até substituído. Nesse dia eu chorei muito. Estava angustiado por não saber o que estava acontecendo comigo. Então, a Dona Creuza, uma amiga da família e membro da IURD, disse que ia orar por mim. Na quarta-feira fui jogar contra o Fluminense, partida na qual eu joguei muito bem. Isso foi dia 5 de setembro de 1984. Na quinta-feira, aos 20 anos de idade, eu tomei uma decisão e entreguei a minha vida para Jesus. No mesmo período, eu me tornei um jogador de futebol profissional e o meu interior foi mudando. Comecei a me envolver com Deus, com as coisas da Igreja, fui abandonando os maus costumes, até que eu tive a maior experiência que um homem pode ter: um encontro com Deus. Houve uma transformação dentro do meu ser. Dali em diante, todo o meu interior mudou e a minha vida foi dividida entre o antes e o depois.
(Continuação amanhã...)
Nenhum comentário:
Postar um comentário